"Enquanto eu assopro a palma da mão para ver bolhas de sabão fugirem pelo ar,as borboletas que moram em minha alma saem todas para passear."

terça-feira, 24 de setembro de 2013

“A vida me ensinou... (Charles Chaplin)

“A vida me ensinou...

 A dizer adeus às pessoas que amo,
 Sem tira-las do meu coração;
 Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
 Para mostra-las que sou diferente do que elas pensam;
 Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,
 Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
 Calar-me para ouvir;
 Aprender com meus erros.
 Afinal eu posso ser sempre melhor.
 A lutar contra as injustiças;
 Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo,
 A ser forte quando os que amo estão com problemas;
 Ser carinhosa com todos que precisam do meu carinho;
 Ouvir a todos que só precisam desabafar;
 Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
 Perdoar incondicionalmente,
 Pois já precisei desse perdão;
 Amar incondicionalmente,
 Pois também preciso desse amor;
 A alegrar a quem precisa;
 A pedir perdão;
 A sonhar acordado;
 A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
 A aproveitar cada instante de felicidade;
 A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
 Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las;
 A ver o encanto do pôr-do-sol;
 A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
 A abrir minhas janelas para o amor;
 A não temer o futuro;
 Me ensinou e esta me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesma tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.”
Charles Chaplin
"Que estrelas da sorte estejam sobre você.
Que a luz do sol esteja em seu caminho.
Que muitos amigos te amem.
Que sorrisos valorizem cada cuidado.
Que haja sempre uma canção em seu coração.
Que a alegria esteja te esperando aonde você for."
( Desconheço a autoria)


Tem amigos que vem e vão
Mais vão do que vem
Porém tem alguns que ficam
Pois são estes que devemos
Preservar com amor e carinho"
(Desconheço a autoria)

"Borboletas e sentimentos"

"Borboletas e sentimentos"

É que na vida cada pessoa é importante de um jeito. Somos borboletas voando em bando e solitárias em nossas escolhas.
Eu preciso de algumas pessoas, no meu caminho e entendo que cada uma delas vai caminhar ao lado de quem faz parte da sua história. Assim é a vida, rápida e cheia de sonhos. Todos nós dividimos nossa alma com quem acrescenta e nos torna melhor.

Denise Portes


Gabriela Castro




"Que eu seja capaz de enxergar a vida como o milagre que ela é. Que eu perceba as maneiras que Deus tem - todos os dias - de mostrar que viver vale o risco, quando se tem algo em que se acredita; que os sonhos valem a pena e que ser positivo (re)compensa. Que eu seja inventiva ao ponto de conseguir criar uma oportunidade a cada adversidade que surgir pelo caminho. Que eu tenha a disposição para compreender, que algumas coisas não foram feitas para durar. E que a vida, quando as leva, fica leve. E que o tempo mostra - vez ou outra - que certas coisas não são perda, castigo ou defeito mas, sim Deus livrando da maldade de quem não sabe amar."

Gabriela Castro

Chico Xavier


"Na vida, não vale
 tanto o que temos
 nem tanto importa
o que somos.
Vale o que realizamos
com aquilo que
possuímos e,
acima de tudo, importa
o que fazemos de nós."

  • Chico Xavier

Sirlei L. Passolongo

 
Pessoas especiais aparecem nas horas
incertas pra nos fazer perceber que amigos
são elos eternos.
E os problemas são insignificantes
Pra quem tem amigos por perto.

Sirlei L. Passolongo

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

G.Fernandes

"Se tens um sonho não o deixe para depois.
Corra atrás dele. Não o deixe escapar.
A sua verdade na busca de felicidade, é essencial para que você se sinta realizada.
Entregue-se com paixão à tudo que pretende.
Lembre-se, nada é impossível quando se cria o elo entre o querer e o fazer acontecer !!!"

G.Fernandes

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Amor de um cão

Amor de um cão:

Aquele que te olha com amor, te lambe com carinho, te protege com toda sua força, te cuida com atenção, te cheira com doçura, te quer por perto sempre e te amará na eternidade de sua vida...Aquele que te ama acima de tudo e de todos...Um Amor lindo, puro e incondicional.

Condessa Cavalcanti
“Emoções são reações a pensamentos, refletem a maneira com que você vê e julga determinados fatos.
Os sentimentos, não. Vêm da alma. Aparecem e extravasam simplesmente. Refletem-se no cultivo do belo, no capricho de fazer as coisas, no carinho e na ternura por tudo e por todos.
(O sentimento) É o prazer exteriorizado.
Quando você ama e expressa livremente esse sentimento, seu carisma envolve tudo que que você toca e o prazer, a alegria que você sente faz sua felicidade.”

Zibia Gasparetto


"O mundo acolhe os decididos, aqueles que sabem o que querem e os que têm certeza do seu rumo e confiam na força de seus braços e na coragem de seus pés."
(Nereu Mello
)

Augusto Cury

Um dia uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe: "Que tamanho tem o universo?". Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu: "O universo tem o tamanho do seu mundo". Perturbada, ela novamente indagou: "Que tamanho tem meu mundo?". O pensador respondeu: "Tem o tamanho dos seus sonhos".
Se seus sonhos são pequenos, sua visão será pequena, suas metas serão limitadas, seus alvos serão diminutos, sua estrada será estreita, sua capacidade de suportar as tormentas será frágil. Os sonhos regam a existência com sentido. Se seus sonhos são frágeis, sua comida não terá sabor, suas primaveras não terão flores, suas manhãs não terão orvalho, sua emoção não terá romances. A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis, faz dos idosos, jovens, e a ausência deles transforma milionários em mendigos faz dos jovens idosos. Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor da sua história, fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades.
Sonhe!
Augusto Cury

RECEITA DE ESPANTAR A TRISTEZA





RECEITA DE ESPANTAR A TRISTEZA
faça uma careta
e mande a tristeza
pra longe pro outro lado
do mar ou da lua
vá para o meio da rua
e plante bananeira
Faça alguma besteira
depois estique os braços
apanhe a primeira estrela
e procure o melhor amigo
para um longo e apertado abraço

Roseana Murray

FALAR

FALAR

A poesia é, de fato, o fruto
de um silêncio que sou eu, sois vós,
por isso tenho que baixar a voz
porque, se falo alto, não me escuto.

A poesia é, na verdade, uma
fala ao revés da fala,
como um silêncio que o poeta exuma
do pó, a voz que jaz embaixo
do falar e no falar se cala.
Por isso o poeta tem que falar baixo
baixo quase sem fala em suma
mesmo que não se ouça coisa alguma.

Ferreira Gullar

 (Fotografia feita pelo "POETA Laércio Jose Pereira")

Ita Portugal

"Deus me livre de gente que não entende que a beleza está na essência, que a melhor riqueza é a da alma e que as experiências amadurecem. Gente que não sabe o valor do abraço que acolhe e da mão que aceita, da música que embala, do colo que serve de descanso. Gente que pensa que as coisas não mudam. Elas mudam continuamente. Gente que usa da vaidade que deturpa, do orgulho que afasta. Precisamos de gente que acredita na fé que fortalece e no amor que abastece, faz rir, distrai, enrosca, toca, cura, salva e tem a chance de ser maior do que a gente pensa. É essa gente que, sutil ou não, faz a diferença."

Ita Portugal

Brahma Kumaris



Doçura é a maestria dos sentidos. Olhos que vêem o fundo das coisas... Ouvidos que escutam o coração... Boca que fala a essência... Doçura é o resultado de uma longa jornada interior ao âmago da vida e a habilidade de lá descansar e assistir. O que é realmente doce nunca pode ser vítima do tempo... Porque doçura é a qualidade da pessoa cuja vida tocou a eternidade."

Brahma Kumaris
 


Fernanda Gaona

"Eu prefiro as pessoas que conseguem ver o lado claro das coisas mesmo que todo dia anoiteça. Gente que se abala com os fatos sim, mas que não quer derrubar a estrutura do outro só pra vê-lo no mesmo nível em que estão. Com o tempo a gente aprende que todos têm o ônus e o bônus, mas poucos conseguem carregar dores e doçuras sem despejar em ninguém suas amarguras. Eu ainda acredito mais em sonhadores incuráveis do que em caçadores de mágoas.”

Fernanda Gaona

Marla de Queiroz

Que na esquina de todas as dores, o amor seja o aconchego, o colo de que se necessita.
Que na travessia da solidão, haja o preenchimento de nós mesmos por dentro como a melhor companhia.
Que não falte amparo quando o abraço esperado estiver longe.
E que nossa rotina de dores e amores que ficam e vão, que mesmo com todas as lacunas e vãos, possamos cumprir, nesta existência, lindamente a nossa missão...

Marla de Queiroz

Lya Luft

"Se cada um cultivar afeto, beleza e lealdade em seu ambiente,
por pequeno que seja, isso há de espalhar claridade no mundo."

  Lya Luft

Que Deus esteja dentro de você hoje...

"Que Deus esteja dentro de você hoje...
Que você creia estar exatamente onde você deve estar.
Que você acredite nas infinitas possibilidades que nascem do destino.
Que você usufrua as graças que recebeu e passe adiante o amor que lhe foi dado.
Que você seja feliz sabendo que é um filho de Deus.
Que você deixe a presença de Deus entrar no seu corpo e permita à sua alma a liberdade de cantar, dançar, orgulhar-se e amar.
ELE está lá, para cada um de nós."

Madre Teresa de Calcutá

ESTATUTO DO HOMEM


 >>>>>ESTATUTO DO HOMEM <<<<<
   (Ato Institucional Permanente)
  A Carlos Heitor Cony
 
    Artigo I
 
   Fica decretado que agora vale a verdade.
   agora vale a vida,
   e de mãos dadas,
   marcharemos todos pela vida verdadeira.
 
 
   Artigo II
   Fica decretado que todos os dias da semana,
   inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
   têm direito a converter-se em manhãs de domingo.
 
 
   Artigo III
 
   Fica decretado que, a partir deste instante,
   haverá girassóis em todas as janelas,
   que os girassóis terão direito
   a abrir-se dentro da sombra;
   e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
   abertas para o verde onde cresce a esperança.
 
 
   Artigo IV
 
   Fica decretado que o homem
   não precisará nunca mais
   duvidar do homem.
   Que o homem confiará no homem
   como a palmeira confia no vento,
   como o vento confia no ar,
   como o ar confia no campo azul do céu.
 
           Parágrafo único:
 
           O homem, confiará no homem
           como um menino confia em outro menino.
 
 
   Artigo V
 
   Fica decretado que os homens
   estão livres do jugo da mentira.
   Nunca mais será preciso usar
   a couraça do silêncio
   nem a armadura de palavras.
   O homem se sentará à mesa
   com seu olhar limpo
   porque a verdade passará a ser servida
   antes da sobremesa.
 
 
   Artigo VI
 
   Fica estabelecida, durante dez séculos,
   a prática sonhada pelo profeta Isaías,
   e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
   e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.
 
 
   Artigo VII
   Por decreto irrevogável fica estabelecido
   o reinado permanente da justiça e da claridade,
   e a alegria será uma bandeira generosa
   para sempre desfraldada na alma do povo.
 
 
   Artigo VIII
 
   Fica decretado que a maior dor
   sempre foi e será sempre
   não poder dar-se amor a quem se ama
   e saber que é a água
   que dá à planta o milagre da flor.
 
 
   Artigo IX
   Fica permitido que o pão de cada dia
   tenha no homem o sinal de seu suor.
   Mas que sobretudo tenha
   sempre o quente sabor da ternura.
 
 
   Artigo X
   Fica permitido a qualquer pessoa,
   qualquer hora da vida,
   o uso do traje branco.
 
 
   Artigo XI
 
   Fica decretado, por definição,
   que o homem é um animal que ama
   e que por isso é belo,
   muito mais belo que a estrela da manhã.
 
 
   Artigo XII
 
   Decreta-se que nada será obrigado
   nem proibido,
   tudo será permitido,
   inclusive brincar com os rinocerontes
   e caminhar pelas tardes
   com uma imensa begônia na lapela.
 
           Parágrafo único:
 
           Só uma coisa fica proibida:
           amar sem amor.
 
 
   Artigo XIII
 
   Fica decretado que o dinheiro
   não poderá nunca mais comprar
   o sol das manhãs vindouras.
   Expulso do grande baú do medo,
   o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
   para defender o direito de cantar
   e a festa do dia que chegou.
 
 
   Artigo Final.
 
   Fica proibido o uso da palavra liberdade,
   a qual será suprimida dos dicionários
   e do pântano enganoso das bocas.
   A partir deste instante
   a liberdade será algo vivo e transparente
   como um fogo ou um rio,
   e a sua morada será sempre
   o coração do homem.
  Thiago de Mello
Santiago do Chile, abril de 1964

Pelo abraço





Pelo abraço,
transmitimos emoções,
recebemos carinho,
trocamos afeto,
compartilhamos alegria, 
amenizamos dores,
demonstramos amizade,
doamos amor,
  expressamos nossa humanidade.

É tempo de enlaçarmos nossos braços num terno,
profundo e afetuoso abraço.
( Desconheço a autoria)
Adicionar legenda

Caio Fernando Abreu

 
"Nessa estrada quero achar gente doce, límpida, verdadeira e disposta.
Quero topar com luz, desapego e paz."
( Caio Fernando Abreu )

Tem gente que é anjo

 
(Michelle Trevisani)
 

Tem gente que é Anjo.
Fica passarinhando com as asas longas e claras.
É fácil identificar um anjo: primeiro o sorriso – tá sempre estampado no rosto;
depois a fé – não balança nem com terremoto; e também tem o abraço.
Anjo abraça com o coração, não com os braços.
 

Edward Bach



Edward Bach

"Ao amanhecer, todas as confusões de ontem são coisas do passado. Hoje inicia-se um dia que nunca existiu."

 

 

quarta-feira, 20 de março de 2013

Louise L. Hay


"Seja qual for o resultado que atraí para dentro de minha vida, numa determinada época, foi exatamente aquilo de que eu precisava naquele momento. Por isso, onde quer que eu me encontre é exatamente onde preciso estar AGORA. Quando eu estiver pronta para fazer uma coisa nova, de maneira nova, assim farei, pois a vida se encarregará de me apresentar as situações naturalmente...O divino designo de minha vida se realiza agora. Vivo este momento, estou em paz e tudo está bem no meu mundo.”

Louise L. Hay

No tempo da minha infância


















(Ismael Gaião)

No tempo da minha infância
Nossa vida era normal
Nunca me foi proibido
Comer muito açúcar ou sal
Hoje tudo é diferente
Sempre alguém ensina a gente
Que comer tudo faz mal
Bebi leite ao natural
Da minha vaca Quitéria
E nunca fiquei de cama
Com uma doença séria
As crianças de hoje em dia
Não bebem como eu bebia
Pra não pegar bactéria
A barriga da miséria
Tirei com tranquilidade
Do pão com manteiga e queijo
Hoje só resta a saudade
A vida ficou sem graça
Não se pode comer massa
Por causa da obesidade
Eu comi ovo à vontade
Sem ter contra indicação
Pois o tal colesterol
Pra mim nunca foi vilão
Hoje a vida é uma loucura
Dizem que qualquer gordura
Nos mata do coração
Com a modernização
Quase tudo é proibido
Pois sempre tem uma Lei
Que nos deixa reprimido
Fazendo tudo que eu fiz
Hoje me sinto feliz
Só por ter sobrevivido
Eu nunca fui impedido
De poder me divertir
E nas casas dos amigos
Eu entrava sem pedir
Não se temia a galera
E naquele tempo era
Proibido proibir
Vi o meu avo dirigir
Numa total confiança
Sem apoio, sem air-bag
Sem cinto de segurança
E eu no banco de trás
Solto, igualzinho aos demais
Fazia a maior festança
No meu tempo de criança
Por ter sido reprovado
Ninguém ia ao psicólogo
Nem se ficava frustrado
Quando isso acontecia
A gente só repetia
Até que fosse aprovado
Não tinha superdotado
Nem a tal dislexia
E a hiperatividade
É coisa que não se via
Falta de concentração
Se curava com carão
E disso ninguém morria
Nesse tempo se bebia
Água vinda da torneira
De uma fonte natural
Ou até de uma mangueira
E essa água engarrafada
Que diz-se esterilizada
Nunca entrou na nossa feira
Para a gente era besteira
Ter perna ou braço engessado
Ter alguns dentes partidos
Ou um joelho arranhado
Vovó guardava veneno
Em um armário pequeno
Sem chave e sem cadeado
Nunca fui envenenado
Com as tintas dos brinquedos
Remédios e detergentes
Se guardavam, sem segredos
E descalço, na areia
Eu joguei bola de meia
Rasgando as pontas dos dedos
Aboli todos os medos
Apostando umas carreiras
Em carros de rolimã
Sem usar cotoveleiras
Pra correr de bicicleta
Nunca usei, feito um atleta,
Capacete e joelheiras
Entre outras brincadeiras
Brinquei de Carrinho de Mão
Estátua, Jogo da Velha
Bola de Gude e Pião
De mocinhos e Cawboys
E até de super-heróis
Que vi na televisão
Eu cantei Cai, Cai Balão,
Palma é palma, Pé é pé
Gata Pintada, Esta Rua
Pai Francisco e De Marré
Também cantei Tororó
Brinquei de Escravos de Jó
E o Sapo não lava o pé
Com anzol e jereré
Muitas vezes fui pescar
E só saía do rio
Pra ir pra casa jantar
Peixe nenhum eu pagava
Mas os banhos que eu tomava
Dão prazer em recordar
Tomava banho de mar
Na estação do verão
Quando papai nos levava
Em cima de um caminhão
Não voltava bronzeado
Mas com o corpo queimado
Parecendo um camarão
Sem ter tanta evolução
O Playstation não havia
E nenhum jogo de vídeo
Naquele tempo existia
Não tinha vídeo cassete
Muito menos internet
Como se tem hoje em dia
O meu cachorro comia
O resto do nosso almoço
Não existia ração
Nem brinquedo feito osso
E para as pulgas matar
Nunca vi ninguém botar
Um colar no seu pescoço
E ele achava um colosso
Tomar banho de mangueira
Ou numa água bem fria
Debaixo duma torneira
E a gente fazia farra
Usando sabão em barra
Pra tirar sua sujeira
Fui feliz a vida inteira
Sem usar um celular
De manhã ia pra aula
Mas voltava pra almoçar
Vovó não se preocupava
Pois sabia que eu chegava
Sem precisar avisar
Comecei a trabalhar
Com onze anos de idade
Pois o meu avo me mostrava
Que pra ter dignidade
O trabalho era importante
Pra não me ver adiante
Ir pra marginalidade
Mas hoje a sociedade
Essa visão não alcança
E proíbe qualquer pai
Dar trabalho a uma criança
Prefere ver nossos filhos
Vivendo fora dos trilhos
Num mundo sem esperança
A vida era bem mais mansa,
Com um pouco de insensatez.
Eu me lembro com detalhes
De tudo que a gente fez,
Por isso tenho saudade
E hoje sinto vontade
De ser criança outra vez...


"Sofressora"...
Aff!!!
Tô cansadinha...


Ralph Emerson

 

"A glória da amizade não é a mão estendida, nem o sorriso carinhoso, nem mesmo a delícia da companhia. É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você."
Ralph Emerson

"Colo"

"Colo"
Pra dar colo é preciso pegar no colo? Nem sempre. Há pessoas que dão colo com as palavras, com o que elas carregam e transmitem. Elas reconfortam sem presença física, estando, apesar disso, presentes.
É possível se dar a alguém, ser importante, fazer importante, às vezes mesmo com um gesto aparentemente banal. Estamos atravessando uma era em que as pessoas se encontram muito mais profundamente que antes. Elas se acarinham, se amam, se sustentam, amenizam a solidão e ajudam a curar feridas e secar lágrimas.
Distância? Não existe! Não é bem assim, ela existe, mas não percebemos. Eu estou aqui e estou aí ao mesmo tempo, da mesma maneira como meus amigos estão em toda parte e dentro de mim. A gente só alcança o que está perto, não?
Jesus atravessou séculos e ainda hoje nos pega no colo, ainda hoje falamos com Ele, choramos o calvário e a crucificação. Ainda hoje nos sentimos amados e podemos seguir Seu exemplo.
Quando você quiser abraçar alguém, dar colo, reconfortar e que seus braços não alcançarem essa pessoa... dê um telefonema, escreva uma carta, envie um e-mail!... Seu carinho vai chegar da mesma forma, com o mesmo calor. Nunca duvide disso!...
 Letícia Thompson

segunda-feira, 18 de março de 2013

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O TEMPO


 Mario Quintana

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.


domingo, 27 de janeiro de 2013

DESEJOS

"Carlos Drummond de Andrade"

Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chicou
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Com o coração

  


Ana Jácomo

Hoje eu não quero conversas vestidas de uniforme. Diálogos impecavelmente arrumados que não deixam o coração à mostra. As palavras podem sair de casa sem maquiagem. Podem surgir com os cabelos desalinhados, livres de roupas que as apertem, como se tivessem acabado de acordar. Dispensa-se tons acadêmicos, defesas de tese, regras para imp...ressionar o interlocutor. O único requinte deve ser o sentimento. É desnecessário tentar entender qualquer coisa. Tentar solucionar qualquer problema. Buscar salvamento para o quer que seja.

Hoje eu não quero falar sobre o quanto o mundo está doente. Sobre como está difícil a gente viver. Sobre as milhares de coisas que causam câncer. Sobre as previsões de catástrofes que vão dizimar a humanidade. Sobre o quanto o ser humano pode ser também perverso, corrupto, tirano e outras feiúras. Sobre os detalhes das ações violentas noticiadas nos jornais. Não quero o blablablá encharcado de negatividade que grande parte das vezes não faz outra coisa além de nos encher de mais medo. Não quero falar sobre a hipocrisia que prevalece, sob vários disfarces, em tantos lugares. Hoje, não. Hoje, não dá. Não me interessam o disse-que-disse, os julgamentos, a investigação psicológica da vida alheia, os achismos sobre as motivações que fazem as pessoas agirem assim ou assado, o dedo na ferida.

Hoje eu não quero aquelas conversas contraídas pelo receio de não se ter assunto. A aflição de não se saber o que fazer se ele, de repente, acabar. O esforço de se falar qualquer coisa para que a nossa quietude não seja interpretada como indiferença. Hoje eu não quero aquelas conversas que muitas vezes acontecem somente para preenchermos o tempo. Para tentarmos calar a boca do silêncio. Para fugirmos da ameaça de entrar em contato com um monte de coisas que o nosso coração tem pra dizer. Além do necessário, hoje não quero falar só por falar nem ouvir só por ouvir. Que a fala e a escuta possam ser um encontro. Um passeio que se faz junto. Um tempo em que uma vida se mostra para a outra, com total relaxamento, sem se preocupar se aquilo que é mostrado agrada ou não. Se aumenta ou diminui os índices de audiência.

Hoje, se quiser, se puder, se souber, me fala de você. Da essência vestida com essa roupa de gente com a qual você se apresenta. Fala dos seus amores, tanto faz se estão perto do seu corpo ou somente do seu coração. Fala sobre as coisas que costumam fazer você sintonizar a frequência do seu riso mais gostoso. Fala sobre os sonhos que mantêm o frescor, por mais antigos que sejam. Fala a partir daquilo em você que não desaprendeu o caminho das delícias. Do pedaço de doçura que não foi maculado. Da porção amorosa que saiu ilesa à própria indelicadeza e à alheia. A partir daquilo em você que continuou a acreditar na ternura, a se encantar e a se desprevenir, apesar de tantos apesares. Conta sobre as receitas que lhe dão água na boca. Sobre o que gosta de fazer para se divertir. Conta se você reza antes de adormecer.

Hoje, me fala de você. Dos momentos em que a vida lhe doeu tanto que você achou que não iria aguentar. Fala das músicas que compõem a sua trilha sonora. Dos poemas que você poderia ter escrito, de tanto que traduzem a sua alma. Senta perto de mim e mesmo que estejamos rodeados por buzinas, gente apressada, perigos iminentes, faz de conta que a gente está conversando no quintal de casa, descascando uma laranja, os pés descalços, sem nenhum compromisso chato à nossa espera. A gente já brincou tanto de faz-de-conta quando era criança, onde foi que a gente esqueceu como se chega a esse lugar de inocência? Fala da lua que você admirou outra noite dessas, no céu. Da borboleta que lhe chamou à atenção por tanta beleza, abraçada a alguma flor, como se existisse apenas aquele abraço. Diz se quando você acorda ainda ouve passarinhos, mesmo que não possa identificar de onde vem o canto. Diz se a sua mãe cantava para fazer você dormir.

Senta perto e me conta o que você sentiu quando viu o mar pela primeira vez e o que sente quando olha pra ele, tantas vezes depois. Se tinha jardim na casa da sua infância, me diz que flores riam por lá. Conta há quanto tempo não vê uma joaninha. Se tinha algum apelido na escola. Se consegue se imaginar bem velhinho. Fala da sua família, a de origem ou a que formou. Das pessoas que não têm o seu sobrenome, mas são familiares pra sua alma. Fala de quem passou pela sua vida e nem sabe o quanto foi importante. Daqueles que sabem e você nem consegue dizer o tamanho que têm de verdade. Fala daquele animal de estimação que deitava junto aos seus pés, solidário, quando você estava triste. Diz o que vai ser bacana encontrar quando, bem lá na frente, olhar para o caminho que fez no mundo, em retrospectiva.

Podemos falar abobrinhas, desde que sejam temperadas com riso, esse tempero que faz tanto bem. A gente pode rir dos tombos que você levou na rua e daqueles que levou na vida, dos quais a gente somente consegue rir muito depois, quando consegue. A gente pode rir das suas maluquices românticas. Das maiores encrencas que já arrumou. Das ciladas que armaram para você e, antes de entender que eram ciladas, chegou até a agradecer por elas. De quando descobriu como são feitos os bebês. A gente pode rir dos cárceres onde se prendeu e levou um tempo imenso pra descobrir que as chaves estavam com você o tempo todo. Das vezes em que se sentiu completamente nu diante de um Maracanã, tamanha vergonha, como se todos os olhos do mundo estivessem voltados na sua direção. Das mentiras que contou e acreditaram com facilidade. Das verdades que disse e ninguém levou a sério.

Não precisa ter pauta, seguir roteiro, deixa a conversa acontecer de improviso, uma lembrança puxando a outra pela mão, mas conta de você e deixa eu lhe contar de mim. Dessas coisas. De outras parecidas. Ouve também com os olhos. Escuta o que eu digo quando nem digo nada: a boca é o que menos fala no corpo. Não antecipe as minhas palavras. Não se impaciente com o meu tempo de dizer. Não me pergunte coisas que vão fazer a minha razão se arrumar toda para responder. Uma conversa sem vaidade, ninguém quer saber qual história é a mais feliz ou a mais desditosa.

Hoje eu quero conversar com um amigo pra falar também sobre as coisas bacanas da vida. As miudezas dela. A grandeza dela. A roda-gigante que ela é, mesmo quando a gente vive como se estivesse convencido de que ela é trem-fantasma o tempo inteiro. Um amigo pra falar de coisas sensíveis. Do quanto o ser humano pode ser também bondoso, honesto, afetuoso, divertido e outras belezas. Dos lugares onde nossos olhos já pousaram e daqueles onde pousam agora. Um amigo para conversar horas adentro, com leveza, de coisas muito simples, como a gente já fez mais amiúde e parece ter desaprendido como faz. Um amigo para se conversar com o coração.

E se não quisermos, não pudermos, não soubermos, com palavras, nos dizer um pouco um para o outro, senta ao meu lado assim mesmo. Deixa os nossos olhos se encontrarem vez ou outra até nascer aquele sorriso bom que acontece quando a vida da gente se sente olhada com amor. Senta apenas ao meu lado e deixa o meu silêncio conversar com o seu. Às vezes, a gente nem precisa mesmo de palavras.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Almas perfumadas


Ana  Jácomo
(Para minha avó Edith)

 

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.

 
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas,pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

 
Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.

 
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está dançando conosco de rostinho colado. E a gente ri grande que nem menino arteiro.

 
Costumo dizer que algumas almas são perfumadas, porque acredito que os sentimentos também têm cheiro e tocam todas as coisas com os seus dedos de energia. Minha avó era alguém assim. Ela perfumou muitas vidas com sua luz e suas cores. A minha, foi uma delas. E o perfume era tão gostoso, tão branco, tão delicado, que ela mudou de frasco, mas ele continua vivo no coração de tudo o que ela amou. E tudo o que eu amar vai encontrar, de alguma forma, os vestígios desse perfume de Deus, que, numa temporada, se vestiu de Edith, para me falar de amor.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Saudades

"Saudades não morrem, envelhecem
no peito
nas gavetas
nos baús... nas estantes...
as dores passam, as saudades ficam
no fundo da gente
em algum cantinho escondido
exalando aquele cheiro de musgo verde."

£una

OSHO

"A partir do momento em que uma pessoa é capaz de ser grata tanto pela dor quanto pelo prazer, sem nenhuma distinção, sem nenhuma escolha, apenas sendo grato por aquilo que lhe é dado... Porque se foi dado pela Existência, deve haver uma razão para isso. Podemos gostar ou podemos não gostar, mas deve ser necessário para o nosso crescimento. Tanto o inverno quanto o verão são necessários para o nosso crescimento. Quando essa ideia se houver firmado no coração, então cada momento de vida é um momento de gratidão. Permita que isso seja sua meditação e sua oração: agradeça à Existência por cada momento: pelos risos, pelas lagrimas, por tudo. Então você sentirá um silencio, uma paz, crescendo em seu coração tal como você nunca conheceu antes. "
(Osho)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Roberto Shinyashiki

"Na simplicidade aprendemos que reconhecer um erro não nos diminui, mas nos
engrandece, e que as pessoas não existem para nos admirar, mas para compartilhar conosco a beleza da existência."

 

Organiza o Natal

Carlos Drummond de Andrade


Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre.

Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade.

Texto extraído do livro "Cadeira de Balanço", Livraria José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1972, pág. 52.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Choque de realidade -



( Paulo Roberto Gaefke)
 
"Pare um pouco o que está vivendo e concentre-se na realidade.
Às vezes, vamos carregando situações que não tem mais "o porquê", e aumentamos a carga nas nossas ...
costas de maneira tão infantil.
Por isso, por instantes:

- deixe de amar quem não te ama,
- pare de pensar em quem não pensa em você,
- pare de se preocupar com os outros,
- deixe de lado os que só falam,
- abandone os que só querem o seu
melhor, os sugadores,
- rasgue velhas fotos que não dizem mais nada,
- doe roupas que já não te servem mais,
- elimine os pensamentos negativos da sua história,
- quebre os elementos que te lembrem quem não te deu nada de bom,
- delete velhos e-mails, recadinhos que você guardou e só te fazem mal.
O que nós precisamos é de um bom choque de realidade.
Nos despirmos das fantasias que nós mesmos criamos, e como criamos,
a respeito de outras pessoas que nem sempre respondem como nós queremos.
Abra a casa, deixe ventilar, troque de roupa, tome um banho gelado, um mate quente, "que não faz mal pros dentes", tome uma atitude, pense em você, no que você é agora e no que deseja ser de hoje em diante.
A realidade pode doer um pouco agora, mas com o passar dos dias, o sol, que é maravilhoso, vem e brilha.
A chuva, benevolente, vem e alivia.
As nuvens passam, as dores passam, e tudo mais passa,
só uma coisa fica: você!
Pense nisso."

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Amplexo

(Marcelo Alencar)



Mãe, me dá um amplexo?
A pergunta pega Cinira desprevenida. Antes que possa retrucar, ela nota o dicionário na
mão do filho, que completa o pedido:

- E um ósculo também.
Ainda surpresa, a mulher procura no livro a definição das duas estranhas palavras. E encontra. Mateus quer apenas um abraço e um beijo.

Conversa vai, conversa vem, Cinira finalmente se dá conta de que o garoto, recém-apresentado às classes gramaticais nas aulas de Português, brinca com os sinônimos. "O que vai ser de mim quando esse tiquinho de gente cismar com parônimos, homônimos, heterônimos e pseudônimos?", pensa ela, misturando as estações. "Valha-me, Santo Antônimo!" E emenda:

- Pára com essa bobagem, menino!

- Ah, mãe, o que é que tem? Você nunca chamou cachorro de cão? E casa de residência? E carro de automóvel?

- É verdade, mas...

Mas a verdade é que Cinira não tem uma boa resposta.

- E meu nome é Mateus - continua o rapaz. - Só que você me chama de Matusquela.

- Ei, isso não vale. Matusquela é apelido carinhoso.

- Sei, sei. Tudo bem se eu usar nosocômio e cogitabundo em vez de hospital e pensativo?
E criptobrânquio no lugar de mutabílio?

- Mutabílio? O que é que é isso?

- O mesmo que derotremado, ora. Tá aqui no Aurélio.

Está mesmo. É um bichinho. Mas pouco importa. A mãe questiona a opção do menino por vocábulos incomuns. Mateus sai-se com esta:

- A professora disse que aprender palavras é como ganhar roupas e guardar numa gaveta. Quando a gente precisa delas, tira de lá e usa. Cada uma serve para uma ocasião, por mais esquisita que pareça. Igual à querê-querê roxa que você me deu no último aniversário. Lembra?

Como esquecer? Cinira nem se dá ao trabalho de consultar o dicionário. Sabe que a explicação para essa última provocação está no verbete camiseta.

(http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/amplexo-634320.shtml )

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

PACIÊNCIA

 

Lenine

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não para não...

Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...

A vida não para!...
A vida é tão rara!...

domingo, 2 de dezembro de 2012

Foto: CONTE ATÉ 10.
A raiva passa. A vida fica. Paz. Essa é a atitude.
Acesse http://www.cnmp.gov.br/conteate10

SUPERMERCADO DO CÉU


Há muito tempo... andando pela estrada da vida, um dia, vi um letreiro que anunciava: "Supermercado do Céu". Aproximei-me... Chegando perto, uma porta se abriu. Sem me dar conta, lá estava eu, dentro, de pé. Vi um exér...
cito de anjos por toda parte. Um me deu uma cesta e disse: Meu filho, faça bem as sua compras, e o que não puder carregar, pode vir buscar outro dia . Eu não perdi tempo e comecei a circular pelo supermercado. Tudo que um filho de Deus necessita estava ali, naquele supermercado. Comece a andar e olhar as prateleiras... primeiro, peguei comprei a
PACIÊNCIA... ainda na mesma seção estava a
CARIDADE. Mais a frente, havia
COMPREENSÃO, peguei um pacote, mas resolvi pegar mais porque a gente sempre precisa dela no nosso dia a dia. Comprei também uma caixa de
SABEDORIA... duas de
ESPERANÇA e três de FÉ, o PERDÃO era gratuita e acabei pegando bastante, a gente sempre precisa muito dele. Continuei andando e vi uma luz vindo do alto das prateleiras, parei... detive-me a contemplá-la.
Era o ESPÍRITO SANTO, Ele enchia tudo de luz. Com minha cesta quase cheia, dirigi-me ao caixa para pagar a conta. Já tinha o necessário para ser feliz e andar pelo caminho do bem. Enquanto passava pelos corredores,
vi a ORAÇÃO... imediatamente coloquei na cesta, pois sabia que lá fora iria encontrar dificuldades e certamente precisaria dela. Chegando minha vez no caixa, um anjo passou todas as minhas mercadorias e eu perguntei: quanto devo? o anjo olhou pra mim, sorriu e falou: meu filho, Jesus pagou a sua conta há muito quando foi crucificado. Faça bom uso de suas compras e ele estará sempre do seu lado sorrindo para você....
VÁ EM PAZ e VOLTE SEMPRE !!!
(Desconheço a autoria)
(http://amigasdaedu.blogspot.com.br/2009/12/supermercado-do-ceu-linda-mensagem.html)
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